Secretaria de Educação inicia curso de Libras para servidores da Escola Municipal Francisca Leite Braga

A Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Educação, iniciou ontem (13) o curso Introdução à Língua Brasileira de Sinais – Libras para todos os servidores da Escola Municipal Francisca Leite Braga.  O curso terá carga horária de 60 horas e será ministrado pelas professoras Ana Maria e Claudiana Lima para um público de 30 servidores que atuam na escola, além de 4 pessoas surdas da comunidade.

A aula inaugural contou com a presença da prefeita Renata Christinne que parabenizou os profissionais da educação pelo trabalho desenvolvido e destacou a importância da formação para a comunidade escolar, como ferramenta de comunicação e inserção social das pessoas surdas. A secretária adjunta de Educação, Júnia Silva, também participou do evento representando a secretária Solange Costa.

De acordo com a Coordenação da Educação Inclusiva, ainda neste mês de agosto serão abertas turmas do curso de Libras para alunos do 4º e 5º anos da referida escola e também para profissionais da Educação no distrito de Rua Nova. A formação já foi realizada em outras escolas do município e abrangerá toda a Rede Municipal de Ensino.

O que é Libras?

A Libras (Língua Brasileira de Sinais) é uma língua natural usada pela maioria dos surdos do Brasil. Diferente de todos os idiomas já conhecidos, que são orais e auditivos, a libras é visual-gestual, é uma língua pronunciada pelo corpo.

A história da Libras

No período de 1500 a 1855, já existiam muitos surdos no país. Nessa época, a educação era precária. Em 1855, ocorreu a vinda ao Brasil de um professor francês surdo, chamado Hurt, e, em 1887, foi fundado o primeiro Instituto Nacional de Surdos Mudos no Rio de Janeiro.

No período de 1970 a 1992, os surdos se fortalecerem e reividicaram os seus direitos. Desde aquela época, as escolas tradicionais existentes no método oral mudaram de filosofia e, até hoje, boa parte delas vêm adotando a comunicação total.

Em 2002, foi promulgada uma lei que reconhecia a Língua Brasileira de Sinais como meio de comunicação objetiva e de utilização das comunidades surdas no Brasil.

Em 2005, foi promulgado um decreto que tornou obrigatória a inserção da disciplina nos cursos de formação de professores para o exercício do magistério em nível médio (curso Normal) e superior (Pedagogia, Educação Especial, Fonoaudiologia e Letras). Desde então, as instituições de ensino vêem procurando se adequar a essa lei.

Com informações do site Meu Artigo/Brasil Escola

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