Grupo folclórico Flor de Algodão visita Museu Jackson do Pandeiro e participa de homenagem pelos 100 anos do artista paraibano

Os participantes do Grupo folclórico Flor de Algodão, mantido pela Prefeitura de Belém através da Secretaria de Desenvolvimento Social e do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), realizou no sábado (25) uma pesquisa de campo por meio de visitas a diversos pontos histórico-turísticos relacionados à Jackson do Pandeiro, no município de Alagoa Grande.

O objetivo da pesquisa foi revisitar as memórias do cantor e compositor paraibano através de sua discografia, figurino e todo o arsenal do artista natural de Alagoa Grande, o qual ficou conhecido como o Rei do Ritmo e que neste ano é comemorado o seu centenário de nascimento.

Além de conhecer o Memorial Jackson do Pandeiro, os membros do grupo folclórico e os profissionais do SCFV também visitaram o Teatro Santa Inês, a Igreja Nossa Senhora da Boa Viagem, a Lagoa do Paó e o Pórtico da cidade, que faz referência ao artista. O grupo ainda participou da solenidade de lançamento do Selo personalizado em homenagem aos 100 anos de nascimento de Jackson, com a apresentação do Grupo Harmônica e dos Filhos de Jackson.

Sobre Jackson do Pandeiro

No dia 11 de agosto de 1919, nascia na cidade de Alagoa Grande, na Paraíba, o Rei do Ritmo, José Silva Gomes Filho, mais conhecido como Jackson do Pandeiro.

Cantor e compositor de forró e samba e subgêneros tais como: baião, xote, xaxado, coco, arrasta-pé, quadrilha, marcha, frevo, dentre outros.

Filho de uma cantadora de coco, Flora Mourão, quem foi a sua grande incentivadora, dando-lhe de presente seu primeiro instrumento: um pandeiro.

Seu apelido quando criança era Jack, inspirado em um personagem de filmes de faroeste. Quando adulto, criou juntamente com um diretor de programa de rádio o próprio nome artístico, denominado Jackson do Pandeiro.

Em 1953, já com trinta e cinco anos de idade, o rei do Ritmo gravou o seu primeiro grande sucesso: “Sebastiana”, de Rosil Cavalcanti. Em seguida veio “Forró em Limoeiro”.

Em 1956, casou-se com Almira Castilho de Albuquerque, separando-se em 1967. Em seguida casa-se com a baiana Neuza Flores dos Anjos, de quem também se separou antes de falecer.

Ao chegar na Rádio Nacional, na cidade do Rio de Janeiro, lançou grande sucesso a exemplo de “O Canto da Ema”, “Chiclete com Banana” e “Um a Um”. Quando observado pelos críticos musicais, ganhou grande notoriedade, pela sua enorme facilidade de cantar em diversos ritmos.

Ao longo do tempo em que cantou nas noites cariocas, aprimorou ainda mais suas técnicas musicais, chegando a ser considerado por muitos, como sendo o maior ritmista da história da Musica Popular Brasileira.

Ao lado do Rei do Baião, foi o maior responsável pela introdução da música nordestina no Sul do País.

Sua trajetória artística durou cerca de 29 anos, que começou em 1953 quando lançou “Forro em Limoeiro”, até o último álbum, “Isso é que é Forro”, em 1981.

Jackson do Pandeiro morreu aos 62 anos, no dia 10 de julho 1982, durante excursão empreendida pelo país, na cidade de Brasília, em decorrência de complicações de embolia pulmonar e cerebral.

Foi sepultado no dia 11 de julho de 1982 no cemitério do Caju, na cidade do Rio de Janeiro, com a presença de músicos e compositores populares, sem a presença dos nomes da MPB que existia na época. Seus restos mortais se encontram em sua terra natal Alagoa Grande localizado em um memorial criado em sua homenagem.

Com informações da PBTur

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